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domingo, 14 de julho de 2019

Kabir



KABIR - [Poema 12]

Conta-me, ó Cisne, tua velha história.

De onde viestes? Para onde vais?

Em que margem pousarás para descansar?

A qual meta entregastes o coração?

*

Esta é a manhã da consciência!

Voemos juntos! Desperta! Segue-me!

Há um lugar livre da dúvida e da tristeza,

Onde o terror da morte não impera.

*

Lá, florescem bosques em eterna primavera,

E sua fragrância faz avançarmos mais e mais.

Imerso nela, o coração, qual abelha, se inebria.

Imenso nela, já não quer outra alegria.

Tradução de José Tadeu Arantes

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Kabir

KABIR

Eu disse, à criatura sedenta dentro de mim,
que rio é esse que desejas atravessar?
Não há viajantes na estrada que leva ao rio, e não há estrada.
Vês alguém caminhando junto à margem, ou se abrigando ali?

Não há rio algum, nem barco, nem barqueiro.
Não há corda atada ao barco, nem alguém para puxá-la.
Não há chão, céu, tempo, banco de areia ou vau!

E não há corpo, nem mente!
Acreditas que existe algum lugar capaz de aplacar
a sede da alma?
Nessa grande ausência, nada encontrarás.

Sê forte, então, e penetra teu próprio corpo;
ali tens um lugar sólido para os teus pés.
Pensa nisso com cuidado!
Não te desvies noutra direção!

Kabir diz isto: apenas te desfaz de todo pensamento sobre
coisas imaginárias,
e te mantém firme sobre aquilo que és.

Trad. Adriana Lisboa

—–

O poeta místico Kabir viveu na Índia de 1440 a 1518.

Fernando Paixão

  Os berros das ovelhas  de tão articulados quebram os motivos.   Um lençol de silêncio  cobre a tudo  e todos. Passam os homens velho...