CLIVAGEM
Canto para renascer na pedra
com a semente que o mar
roubou dos náufragos; canto
para repartir com o vento
a lúdica sesmaria da palavra.
Um atlas abriu seus galhos
para acolher meus reinos:
uma geometria de farrapos;
um tigre com o sol entre as patas.
E sigo este rio de letras
como se chão em chamas;
a poesia me despiu
para explodir com os astros.
(Do livro "Ópera de Nãos)
SOBRE SALGADO MARANHÃO
Mostrando postagens com marcador Salgado Maranhão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Salgado Maranhão. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 4 de novembro de 2014
Assinar:
Postagens (Atom)
Fernando Paixão
Os berros das ovelhas de tão articulados quebram os motivos. Um lençol de silêncio cobre a tudo e todos. Passam os homens velho...
-
Os berros das ovelhas de tão articulados quebram os motivos. Um lençol de silêncio cobre a tudo e todos. Passam os homens velho...
-
PÃO-PAZ O Pão chega pela manhã em nossa casa. Traz um resto de madrugada. Cheiro de forno aquecido, de levedo e de lenha queimada. Traz as...
-
O Barco Bêbado Quando eu atravessava os Rios impassíveis, Senti-me libertar dos meus rebocadores. Cruéis peles-vermelhas com uivos terríve...
