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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Salgado Maranhão

CLIVAGEM
Canto para renascer na pedra
com a semente que o mar
roubou dos náufragos; canto

para repartir com o vento
a lúdica sesmaria da palavra.

Um atlas abriu seus galhos
para acolher meus reinos:

uma geometria de farrapos;
um tigre com o sol entre as patas.

E sigo este rio de letras
como se chão em chamas;

a poesia me despiu
para explodir com os astros.


(Do livro "Ópera de Nãos)

SOBRE SALGADO MARANHÃO


Fernando Paixão

  Os berros das ovelhas  de tão articulados quebram os motivos.   Um lençol de silêncio  cobre a tudo  e todos. Passam os homens velho...