CLIVAGEM
Canto para renascer na pedra
com a semente que o mar
roubou dos náufragos; canto
para repartir com o vento
a lúdica sesmaria da palavra.
Um atlas abriu seus galhos
para acolher meus reinos:
uma geometria de farrapos;
um tigre com o sol entre as patas.
E sigo este rio de letras
como se chão em chamas;
a poesia me despiu
para explodir com os astros.
(Do livro "Ópera de Nãos)
SOBRE SALGADO MARANHÃO
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Fernando Paixão
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