MUGIDO
Não será preciso a fala a noite
para plantar no teu sangue esta cidade
Nem mistérios de portas e nus fantasmas
para timbrar tua pele com meus dedos
Onde se encontram os vértices da amargura
aí sim, será preciso o meu mugido
Quando cortarem as unhas do teu pé
e esfolarem da memória meus sentidos.
Publicado no "Minas Gerais" (Suplemento Literário), n. 575, 8 de outubro de
1977.
Fonte: Acervo digital da Faculdade de Letras da UFMG
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Fernando Paixão
Os berros das ovelhas de tão articulados quebram os motivos. Um lençol de silêncio cobre a tudo e todos. Passam os homens velho...
-
Os berros das ovelhas de tão articulados quebram os motivos. Um lençol de silêncio cobre a tudo e todos. Passam os homens velho...
-
PÃO-PAZ O Pão chega pela manhã em nossa casa. Traz um resto de madrugada. Cheiro de forno aquecido, de levedo e de lenha queimada. Traz as...
-
CENAS DA VIDA URBANA VI Tua ausência é um líquido azulado que escorre pelas cavernas da imaginação. Um povo de gigantes sustenta os polos ...

Nenhum comentário:
Postar um comentário