TEMPO
É o tempo da mentira.
É o tempo curvo de matar
a morte
É o tempo exacto
de estar exacta e nua
nua e longa
na distância das fronteiras
do sangue
com cidades cortadas pelo meio
É o tempo grande
de estar cansada
e fria
de estar convosco e ter concessões nos olhos
É o tempo dia
de inventar paisagens
quentes
e ter um carnaval vestido sob os seios
In Cidadelas Submersas, 1961
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Fernando Paixão
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