POEMA HAVERÁ?
haverá homem que não seja colina?
mulher que não seja nuvem?
criança que não seja milagre?
... o que o naufrágio fez com eles?
... deu-lhes fogo para ficarem belos?
asas para romperem céus?
barbatanas para voos oblíquos?
eu que ainda moro ao lado do mar
e me perfumo para abrir livros
deito entre aves e oro:
que a onda do amor
não adoeça
nenhum caminhante
encontre laços
nenhum rio
estacione.
Fonte: Tribuna do Norte
sábado, 20 de abril de 2013
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Fernando Paixão
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