Pisas comedida etéreos
espaços em busca de pássaros
que à mão se dissolvem.
Catalogas emoções
estendendo esteiras
nas noites insones.
E as pacíficas aventuras
em que te envolves
são vagas a bater eternamente
em rochedos de um mar absoluto.
Se tens nos olhos espalmados
a felicidade adstringente, ó Súcubus,
por que a procuras em raios de sol
que não campos de trigo?
[In As máscaras singulares, São Paulo, Boitempo, 2002, p. 34]
SOBRE LUIZ RUFFATO
quinta-feira, 5 de junho de 2014
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Fernando Paixão
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