segunda-feira, 28 de maio de 2012
Yeda Prates Bernis
CONSCIÊNCIA
Faço e desfaço
o largo laço
do sentimento.
Mordo ou remordo
o alimento
que a vida doa à toa,
Rosto e desRosto de mel e fel.
Rompo ou corrompo a simetria
do dia.
Consinto, sinto
a insuficiência
na só regência
do coração,
mordido cão.
Relevo. E levo
alta alquimia
sobre meus ombros: poesia
e escombros.
(In “Pêndula”, Ed. Itatiaia: Belo Horizonte, 1986, p. 31)
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Fernando Paixão
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