A GAIOLA
Lá fora há sol
Nada mais que um sol mas os homens o olham e depois cantam.
Não sei do sol
Sei apenas a melodia do anjo e o sermão quente
do último vento.
Sei gritar até a aurora quando a morte pousa nua sobre minha sombra.
Choro debaixo de meu nome. Aceno lenços na noite
e navios sedentos de realidade dançam comigo.
Oculto pregos
para escarnecer meus sonhos doentios
Lá fora há sol.
Eu me visto de cinzas.
[Alejandra Pizarnik, Poesia Argentina, São Paulo, Iluminuras ,1990, p.183]
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Fernando Paixão
Os berros das ovelhas de tão articulados quebram os motivos. Um lençol de silêncio cobre a tudo e todos. Passam os homens velho...
-
Os berros das ovelhas de tão articulados quebram os motivos. Um lençol de silêncio cobre a tudo e todos. Passam os homens velho...
-
Callas na escala ascendente A Ziriguimel Inteira, tua voz é um cone, torre de catedral, coisa tátil, que se avista, mutáv...
-
Não conheço nenhum romancista que não tenha o vício desaforado da leitura. Somos, por definição, bichos leitores. Roemos as palavras dos l...

Nenhum comentário:
Postar um comentário